O que a nova regulamentação e a DORA significam para a Mainframe Security

João Crossno

Por John Crosno

4 min. de leitura

As iniciativas de transformação digital remodelam e redefinem a forma como as empresas operam, criando, em última análise, maior eficiência e otimização. Mas a inovação também traz consigo riscos de segurança em sistemas mainframe e vulnerabilidades de TI. Há mais de uma década, os governos vêm promulgando regulamentações para garantir que as empresas mantenham as informações, incluindo as informações que possuem sobre seus clientes, em segurança.

No início deste ano, uma nova regulamentação foi introduzida na União Europeia (UE) para garantir que as empresas de serviços financeiros tenham as salvaguardas necessárias para mitigar os riscos de segurança. Essa regulamentação, conhecida como Lei de Resiliência Operacional Digital (DORA), terá implicações importantes que vão muito além dos serviços financeiros, o que significa que empresas em todo o mundo precisarão garantir que possuam as ferramentas adequadas para manter a conformidade no futuro.

Isso também tem consequências para o mainframe. Vamos explorar o que tudo isso significa — e o que as organizações podem fazer para garantir que estejam preparadas para o DORA.

 

Uma análise mais detalhada de DORA

A DORA é uma nova e importante regulamentação que as empresas de serviços financeiros (como bancos, seguradoras, etc.) na UE devem cumprir até janeiro de 2025. A DORA visa fortalecer a resiliência operacional digital das empresas financeiras, estabelecendo um conjunto de diretrizes para detecção, proteção, recuperação, contenção e reparo de incidentes relacionados a Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). A DORA significa que as empresas agora são responsabilizadas por todo o seu ambiente de TI, desde o armazenamento local até a nuvem, nuvem híbrida e tudo o que há entre elas. Independentemente do formato, as empresas precisam demonstrar que são capazes de lidar com um incidente ou desastre de segurança relacionado a TIC.

Com o objetivo de estabelecer um nível consistente e comum de resiliência operacional digital entre as instituições financeiras, a DORA define cinco áreas de foco específicas relacionadas à segurança de redes e sistemas de informação:

  • Gestão de riscos de TIC – Este guia estabelece uma estrutura padrão para o que as organizações devem fazer em resposta a um incidente de segurança de TIC.
  • Notificação de incidentes graves relacionados às TIC – A regulamentação define como as organizações deverão classificar e notificar incidentes de segurança relacionados às TIC daqui para frente.
  • Testes de resiliência operacional digital – Define diretrizes para testar as estratégias de recuperação existentes a fim de identificar possíveis vulnerabilidades.
  • Compartilhamento de informações e inteligência – Exige que as empresas se envolvam no compartilhamento de informações sobre ameaças e vulnerabilidades cibernéticas assim que forem identificadas.
  • Gestão de riscos de terceiros em TIC – Atribui às empresas a responsabilidade de garantir que qualquer fornecedor terceirizado esteja alinhado com suas capacidades de segurança e resiliência digital.


DORA e o mainframe

Embora a DORA seja destinada ao sistema financeiro, suas implicações são enormes e vão muito além desse setor. A DORA estende seus requisitos a qualquer fornecedor terceirizado de serviços de TIC para organizações de serviços financeiros, o que significa que empresas em todo o mundo, sejam bancos ou provedores de serviços de TI, também precisam estar em conformidade. Os dados que a DORA pretende proteger, na maioria das vezes, estão armazenados em mainframes, o que significa que eles também precisarão estar preparados para atender a esses novos requisitos.

Não basta simplesmente reagir a incidentes de segurança ou desastres com recursos de recuperação. O foco das empresas agora precisa se voltar para dentro e analisar mais de perto onde residem as vulnerabilidades internas – a fim de evitar desastres.

À medida que as empresas se adaptam às mudanças impostas pela DORA (Lei de Resiliência Operacional Digital), é crucial que encontrem as soluções de segurança e os parceiros certos para construir resiliência operacional digital. Um dos aspectos mais importantes dessa resiliência digital reside na capacidade de recuperação após uma violação ou incidente de segurança. O Data Recovery Manager da Rocket Software permite centralizar o backup e a recuperação de dados críticos de aplicativos e restaurar dados de fitas com precisão cirúrgica. A solução também inclui o Data Recovery para Dell zDP, que oferece aos administradores ainda mais controle, possibilitando a recuperação granular em um ponto específico no tempo.

A capacidade de recuperação por si só não é suficiente para garantir a conformidade com a DORA. As empresas precisarão ter um nível de atenção ainda maior em relação às vulnerabilidades internas. Mesmo que uma empresa recupere seus sistemas rapidamente, as vulnerabilidades que possibilitaram a violação podem permanecer nos dados recuperados. Além do componente de recuperação da DORA, o foco da regulamentação em fornecedores terceirizados também terá um impacto no crescente uso de software de código aberto. Trabalhar com uma fonte confiável e reconhecida desse software será fundamental para a conformidade daqui para frente.

As empresas precisarão analisar com muito mais atenção os ambientes de TI que utilizam. Após a aquisição da Key Resources, Inc. no início deste ano, a Rocket Software traz ainda mais expertise em segurança para seus clientes. Fornecemos ferramentas essenciais, como o z/Assure Vulnerability Analysis Program, para varredura de vulnerabilidades na IBM.® z/OS® A camada do sistema operacional, além das soluções existentes que oferecem suporte a áreas como autenticação multifator (MFA), conta com a expertise da Rocket Software, que fornece aos líderes de TI os recursos necessários para identificar proativamente vulnerabilidades no mainframe e garantir que sejam corrigidas antes que uma violação ocorra.

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